Universidade com Biblioteca Joanina

Tempo estimado de Visita: 2h30min

Usufrua da visita à Universidade de Coimbra com este programa completo que inclui o Paço das Escolas (Biblioteca Joanina, Capela de São Miguel e Palácio Real) e o Museu da Ciência (Laboratório Chimico e Colégio de Jesus).

 

Informação COVID-19:

O Laboratório Chimico e Colégio de Jesus encontram-se temporariamente abertos apenas ao Sábado e Domingo. Contudo, os bilhetes adquiridos poderão ser utilizados até 31 de dezembro para visitar estes espaços caso adquira o bilhete durante outro dia da semana.

 

As entradas no edifício da Biblioteca Joanina pela Prisão Académica serão limitadas a a 10 pessoas a cada 5 minutos. A Capela de S. Miguel e o Palácio Real terão uma limitação de 10 visitantes por entrada.

 

Importante:

 

O bilhete tem validade de dois dias;

A hora e data, marcadas no bilhete, correspondem à data e hora de entrada na Biblioteca Joanina, podendo os restantes espaços incluídos no programa serem visitados antes ou após este horário.

Só é permitida uma entrada em cada espaço de visita.

A Capela de S. Miguel encerra para cerimónias religiosas pontuais e todos os domingos, das 11H45 às 14H00.

 

Horário de Funcionamento do(s) Espaço(s)

Todos os dias

Paço das Escolas

Até 18 de outubro de 2020: 10:00 - 18:00

De 19 de outubro 2020 a 26 de março de 2021: 09:00 - 13:00 / 14:00 - 17:00

Outras informações relevantes:

 

- Aconselha-se o início da visita pelo menos uma hora antes do fecho.
- As primeiras entradas na Biblioteca Joanina realizam-se às 09:40 
- As últimas entradas na Biblioteca Joanina realizam-se às 12:40 e 16:40.

Tarifa Particular - Base

Adulto [dos 18 aos 64 anos]: €12.50
Sénior [65 anos ou mais]: €10.00
Estudante [dos 18 aos 25 anos]: €10.00
Jovem [dos 13 aos 17 anos]: €6.25
Criança [dos 6 aos 12 anos]: €0.00
Criança [menos de 6 anos]: €0.00

Espaços Incluídos no Programa

Biblioteca Joanina

A Biblioteca Joanina é o expoente máximo do Barroco português e considerada uma das mais ricas bibliotecas europeias. Conhecida como Biblioteca Joanina em honra e memória do Rei D. João V, que autorizou a sua construção e cujo retrato, pintado por Domenico Duprà, domina, categoricamente, o espaço do Piso Nobre.  A sua construção ficou concluída em 1728. Esteve em funcionamento, como Biblioteca da Universidade, desde 1777 até à primeira metade do séc. XX. No seu interior existem cerca de 60 mil volumes, datados do séc. XVI ao séc. XVIII, das mais variadas temáticas que, ainda hoje, podem ser consultados.  Este edificio encontra-se dividido em 3 pisos: Piso Nobre O andar nobre é composto por três salas revestidas por estantes e varandas ornamentadas com ricas talhas e pinturas a ouro sobre fundo preto, na primeira sala, vermelho na segunda e verde na terceira. A comunicação entre as salas faz-se através de arcos rematados por escudos. O revestimento é de madeira, pintada de tal forma que aparenta ser mármore. As paredes estão cobertas por estantes de dois andares em madeira de carvalho, dourada e policromada. Ao longo das salas encontram-se seis mesas com embutidos, feitas de preciosas madeiras tropicais. As figuras que se encontram nos tetos foram cuidadosamente escolhidas e contêm mensagens ainda atuais, relacionadas com a ideia de Universidade. Nos três andares que compõem o edifício guardam-se perto de 60 000 volumes, representando o que de melhor se imprimiu na Europa entre os séculos XV e XVIII. Na sua grande maioria, esses livros fazem parte do nosso catálogo eletrónico e continuam a ser objeto de procura. Em média são requisitadas cerca de 750 obras em cada ano. A Biblioteca tem em curso um processo seletivo de digitalização. O edifício é uma caixa-forte essencialmente pensada para conservar os livros: as paredes exteriores têm 2 metros e 11 centímetros de espessura. Para além da humidade e da temperatura, os livros podem ser afetados pelos insetos que se alimentam de papel. Para resistir a esse perigo, as estantes são feitas de madeira de carvalho, apreciada pela sua densidade, durabilidade e ainda pelo odor que mantém afastados os insetos. Desde há pelo menos dois séculos e meio que habitam a Biblioteca duas colónias de morcegos que contribuem para o controle de pragas. A presença destes mamíferos requer, porém, um cuidado adicional: no final de cada dia, é necessário cobrir as mesas com “toalhas” de couro. Esse procedimento, que era habitual em templos e palácios, contribui ainda para impedir os danos causados pelos dejetos dos animais. Piso Intermédio Esta sala teve sobretudo duas finalidades: serviu de apoio aos guardas que vigiavam a prisão académica (extinta em 1834) e funcionou como depósito dos livros que eram lidos no piso nobre. Antes de ter sido integrado no circuito turístico da Universidade (em 1 de novembro de 2010) este espaço encontrava-se dedicado ao trabalho com o livro antigo: limpeza, restauro e catalogação. Pensa-se ainda que, ao longo do século XIX, o andar possa ter funcionado como habitação de professores ou outros membros da comunidade académica. No início, não existia comunicação fácil entre o piso intermédio e o piso nobre. As escadas que hoje ligam os dois pisos da Biblioteca foram apenas construídas em finais do século XIX. O andar é ainda hoje usado para exposições documentais. Uma das curiosidades mais interessantes neste espaço são as pequenas marcas nas pedras das arcadas, feitas pelos canteiros, que ainda hoje são visíveis. Com efeito, neste piso não houve a preocupação de criar um espaço rico e belo. Os acabamentos são simples, mantendo-se as pedras no seu estado bruto. Cada canteiro teria uma “assinatura”, para ser mais fácil controlar o trabalho feito e assim receber o seu salário. Prisão Académica À semelhança do que acontecia com outras universidades europeias de prestígio, a Universidade de Coimbra teve, durante muito tempo, o privilégio de se reger por legislação própria (Foro Académico). A existência desse privilégio protegia a comunidade académica, (professores, funcionários e estudantes) do convívio com criminosos de delito comum. Assim sucedeu até 1834, data em que esse privilégio terminou. Depois de ter conhecido outros lugares, a prisão académica funcionou também neste espaço, coincidindo aproximadamente com o que antes tinha sido a cadeia do Paço Real. Estamos assim perante um cárcere de origem medieval, o mais antigo que se preserva em Portugal. Da estrutura primitiva restam ainda duas celas estreitas e uma escada em caracol. Em 1782, na sequência da reforma da Universidade empreendida pelo Marquês de Pombal, o espaço beneficiou de algumas transformações: acrescentaram-se celas comuns, sala de visitas, um oratório e até latrinas, que ainda hoje são visíveis na sala mais espaçosa. Mais recentemente, o piso térreo serviu como depósito de livros. Assim aconteceu no período que se seguiu à extinção dos colégios universitários que, na sua maioria, se encontravam instalados na parte baixa da cidade. Em alguns casos, as bibliotecas que serviam esses mesmos colégios foram transportadas para este lugar e também para o piso intermédio, aí ficando alguns anos, a aguardar por catalogação e colocação nos pisos superiores da Biblioteca.

Palácio Real

O edifício atualmente designado por Palácio Real foi construído no final do séc. X, servindo como alcáçova do governador da cidade, durante o domínio muçulmano. Em 1131 passaria a ser a primeira residência real portuguesa, habitada por D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. Em 1537, durante o reinado de D. João III, a Universidade foi transferida definitivamente de Lisboa para Coimbra, tendo sido instalada neste edifício em 1544. Este Encontra-se divdido em 3 espaços de visita: Sala das Armas A sala tem este nome por ser o local da primeira linha de defesa na proteção dos Infantes, dada a sua importância na linha de sucessão ao trono. Posteriormente, foi utilizado como espaço para guardar as armas da antiga Guarda Real Académica. Hoje são utilizadas pelos Archeiros (guardas) nas cerimónias académicas solenes, tais como doutoramentos Honoris Causa, investidura do Reitor e abertura solene do ano letivo. A Guarda Real Académica era o corpo de guardas que garantia a segurança do reitor, da casa reitoral, dos edifícios universitários e do perímetro urbano, integrado na área de jurisdição da Universidade. Os guardas eram conhecidos inicialmente por Verdeais. A partir de 1836, passaram a ser conhecidos por archeiros, embora nunca tenham utilizado arco. No dia-a-dia usavam uma farda de tipo militar. A farda atual é da segunda metade do século XX. A Sala Amarela, contígua à Sala das Armas, tem as paredes forradas de seda amarela para honrar a Faculdade de Medicina, uma vez que era aqui que se reunia a “Congregação da Faculdade de Medicina”. Este espaço funcionava como uma sala de reuniões onde os membros da Faculdade discutiam os mais variados assuntos. Existem ainda outras salas, com cores diferentes, representando outras faculdades. Ainda hoje, as salas são utilizadas para atos académicos correntes. É possível ainda ver os retratos de reitores da Universidade que prestaram serviço nos séculos XIX e XX. Sala dos Atos Grandes Este espaço é a sala mais importante da Universidade de Coimbra. Foi a antiga Sala do Trono e, entre 1143 e 1383, foi morada, dos reis da 1ª dinastia portuguesa. Nela decorreram episódios importantes da História de Portugal, como a aclamação do rei D. João I, em 1385. Com a instalação da Universidade no Paço, este espaço tornou-se a principal sala da Universidade de Coimbra, pois é aqui que se realizam as cerimónias mais importantes da vida académica. A configuração atual desta sala resulta da renovação que foi realizada em meados do século XVII. As paredes foram revestidas de azulejos “tipo tapete”, fabricados em Lisboa. O teto, de madeira, foi renovado com 172 painéis que apresentam motivos grotescos (representando monstros marinhos, índios, sereias, plantas). Nas paredes podem observar-se os retratos de todos os reis portugueses - desde D. Afonso Henriques até D. Manuel II – com a exceção dos reis da dinastia Filipina (correspondente ao período entre 1580 e 1640). O novo monarca, D. João IV, ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento, proclamando-a padroeira do Reino. Neste processo foi essencial o apoio dos lentes de Coimbra que, liderados pelo Reitor, fizeram um juramento solene a Nossa Senhora, em 1646, que ficou registado numa lápide na Capela de S. Miguel. Desde esta data, os monarcas de Portugal deixaram de usar coroa. Sala do Exame Privado Durante a vida do edifício como palácio real, este espaço serviu como aposentos do rei, tendo sido depois transformado num local onde os licenciados realizavam as suas provas. O exame consistia numa prova oral, realizada ao anoitecer. Tratava-se de um ato de carácter privado, ou seja, apenas o aluno avaliado e os professores poderiam estar dentro da sala. Este exame perdurou até à segunda metade do séc. XVIII, tendo sido extinto no decorrer das reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal, durante o reinado de D. José I. Estas reformas vieram revolucionar o ensino em Portugal, tendo um profundo impacto na Universidade de Coimbra com a introdução das ideia e valores do Iluminismo. A primeira grande mudança foi a expulsão dos jesuítas do país. Seguiu-se a grande reforma da Universidade, que visou particularmente a introdução do estudo e áreas novas, como a Física, Química, Biologia, Astronomia. Para concretizar este objetivo, o Marquês levou a cabo um conjunto de obras arquitetónicas que transformaram os espaços da Universidade: o Jardim Botânico e o Observatório Astronómico, que ficou instalado no Paço das Escolas, vindo a ser demolido na década de 50 do séc. XX. Procedeu-se ainda à adaptação dos edifícios deixados vagos pela Companhia de Jesus: o Laboratório Chimico (antigo refeitório Jesuíta) e o Colégio de Jesus, antiga sede da ordem, onde foram instalados o Gabinete de Física e a Galeria de História Natural. Hoje em dia, estes espaços fazem parte do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. O teto desta sala data de 1701. Nele é possível ver o escudo de armas do Reino de Portugal e a representação daquelas que foram as grandes Faculdades da Universidade de Coimbra: Teologia (Cruz e Sol), Leis (Balança e Espada), Medicina (Cegonha e Caduceu de Hermes) e Cânones (Tiara Papal). Nas paredes da sala é possível observar os retratos de 38 reitores, do século XVI ao século XVIII, sendo visível a duração dos seus mandatos: a legenda faz referência aos dias, meses e anos que o reitor esteve à frente da Universidade. Atualmente o mandato do Reitor está limitado a um máximo de 8 anos (dois mandatos de 4 anos).

Real Capela de São Miguel

O edifício da Capela de S. Miguel foi construído provavelmente no século XII e era usado como oratório privativo do antigo Paço Real. O seu nome deve-se ao Arcanjo São Miguel, protetor de D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal). No exterior, o grande portal domina a fachada. Esta estrutura naturalista é ladeada por dois pilares com forte simbolismo marítimo. Ao centro encontra-se o Escudo Real Português, em conjunto com a Cruz de Cristo e a Esfera Armilar. A estrutura atual foi o resultado de trabalhos de reforma do Paço Real, dirigidos durante o século XVI, por ordem do rei D. Manuel. No interior da Capela podemos observar vários motivos decorativos, com evidente carga religiosa. A decoração atual resulta de trabalhos realizados maioritariamente nos séculos XVII e XVIII. No espaço, que é simultaneamente sumptuoso e harmonioso, destacam-se os tetos, o revestimento azulejar, o altar mor, o Sacrário e o Órgão. O grande retábulo, que reveste o altar-mor com um grande trono central, data do séc. XVIII e é ornamentado em talha dourada. Do seu lado esquerdo está representado o arcanjo São Miguel. Além do altar mor, existem ainda dois altares laterais; à esquerda apresenta-se o altar de Nossa Senhora da Luz, padroeira da comunidade académica e, também, duas estátuas de menor dimensão, representando São José e Santo Agostinho; do lado direito está o altar de Santa Catarina e as estátuas dos jesuítas Inácio de Loyola e Francisco de Borja. Ao lado deste altar, encontra-se uma estátua de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Universidade e de Portugal. Os azulejos que revestem a capela mor, de padronagem azul e branca, foram aplicados em 1613. O revestimento a azulejos, de tipo “tapete”, que revestem grande parte da nave da capela, foi fabricado em Lisboa e aplicado em meados no séc. XVII. No teto do altar mor destacam-se a insígnia da Universidade de Coimbra, representada por uma figura cristã e ainda os emblemas das Faculdades maiores, segundo a antiga organização universitária: Teologia, Cânones, Direito Civil e Medicina; no teto da nave encontra-se o brasão real rodeado pelos 3 arcanjos maiores: S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel. Sobressai no conjunto da Capela o Órgão barroco, que data de 1737, e contém mais de 2000 tubos. Este mecanismo é revestido por uma caixa de madeira em talha dourada e decorado com motivos orientais (chinoiserie). Mandado construir por D. João V, este órgão destinava-se a uma igreja de dimensões muito maiores. Assim se explica a sua desproporção quando comparado com o espaço onde se encontra instalado. Atualmente, ainda é utilizado em concertos, missas e outros atos religiosos, apresentando-se em perfeito estado de funcionamento. Sobre o Coro, destinado ao grupo musical de académicos que participam nas celebrações dominicais, está a tribuna real, espaço onde a família real assistia às cerimónias com uma vista privilegiada sobre a Capela.

Museu da Ciência - Laboratório Chimico

Laboratório Chimico O Laboratório Chimico foi concebido para o ensino experimental da química. No decurso das obras de adaptação do edifício a museu, os trabalhos arqueológicos revelaram que o edifício do século XVIII foi construído a partir da sala do refeitório que servia o complexo dos colégios jesuítas do século XVII. A intervenção trouxe à luz, intactas, algumas provas da utilização do edifício pela Companhia de Jesus: várias janelas e um púlpito, bem como as fundações das cozinhas. O projeto de arquitetura que requalificou e adaptou o Laboratório Chimico à função museológica foi reconhecido com a atribuição dos prémios de arquitetura Diogo de Castilho em 2007 e ENOR em 2009. O Museu da Ciência inaugurou a sua primeira fase em 2006, com a requalificação do Laboratório Chimico e a exposição permanente Segredos da Luz e da Matéria, uma mostra interdisciplinar de exemplares das várias coleções científicas da Universidade de Coimbra. Logo em 2008, foi o vencedor do Prémio Micheletti, que distingue o melhor e mais inovador museu europeu do ano em ciência, técnica e indústria.

Museu da Ciência - Colégio de Jesus

Colégio de Jesus Colégio de Jesus, face a face com o Laboratório Chimico, é a reconstituição do antigo edifício com o mesmo nome, estabelecido em 1542 e inaugurado em 1698 pela Companhia de Jesus. Depois da extinção da Companhia em 1759, a intervenção pombalina entre 1773 e 1775 adaptou o colégio, que passou a  albergar os equipamentos destinados ao ensino experimental das ciências. Com este espírito, foram criados no edifício os Gabinetes de História Natural e de Física Experimental, aqui preservados até aos nossos dias. Gabinete de Física A coleção de instrumentos de Física da Universidade de Coimbra é uma das mais notáveis e raras da Europa. Estabelecida inicialmente no Colégio dos Nobres de Lisboa, foi transferida para Coimbra para fundar o Gabinete de Física Experimental. O que resta do Gabinete do século XVIII são verdadeiras obras de arte, valorizadas pela riqueza dos materiais e pela perfeição na execução, que ainda ocupam as salas e o mobiliário originais. Porque permanece no seu espaço de origem mantendo as suas características desde o tempo da sua fundação e porque a sua coleção de instrumentos científicos é uma representação notável da evolução da Física nos séculos XVIII e XIX, o Gabinete de Física foi classificado como Sítio Histórico pela Sociedade Europeia de Física em 2016. Galeria de História Natural De acordo com os Estatutos da Universidade de Coimbra, o Gabinete de História Natural da Universidade de Coimbra deveria englobar coleções resultantes de colheitas coordenadas pelos professores da Faculdade de Filosofia. Deste modo se deu o progressivo enriquecimento do espólio deste gabinete, iniciado com a incorporação de uma coleção privada de Vandelli e enriquecido com as remessas enviadas por Alexandre Rodrigues Ferreira recolhidas no âmbito da sua Viagem Philosophica à Amazónia. Hoje, a Galeria de História Natural desenvolve-se por seis salas de exposição permanente. A primeira sala, designada por Gabinete de Domenico Vandelli, apresenta um conjunto de coleções que representam o fundo mais antigo da coleção, da segunda metade do século XVIII. Segue-se a Sala das Viagens onde se encontram alguns exemplares recolhidos por Alexandre Rodrigues Ferreira. As quatro salas seguintes são as salas do Mar, de África, das Avestruzes e de Portugal.